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Luta contra o HIV: é possível falar sobre o HIV em relações não monogâmicas?

  • 28 noviembre 2024
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Em aplicativos de encontros como o Gleeden, que conta com 1,2 milhões de usuários no Brasil, o espaço para falar sobre saúde sexual tem ganhado cada vez mais importância

Nos últimos anos, a não monogamia tem ganhado maior visibilidade e aceitação, com muitas pessoas buscando formas de se relacionar além do modelo tradicional de casal. Nesse contexto, questões de saúde sexual, como o HIV, tornam-se um tema central nas conversas e dinâmicas de convivência. As relações não monogâmicas, que podem envolver múltiplos parceiros sexuais, destacam a necessidade de refletir cuidadosamente sobre como prevenir a transmissão do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

A sexóloga Luciane Cabral, colaboradora do Gleeden no Brasil, app de encontros não monogâmicos número 1º na América Latina, explica que cuidar da saúde sexual exige que as pessoas em relações não monogâmicas adotem práticas seguras, como a realização de exames periódicos, permitindo que os parceiros conheçam seu estado de saúde e tomem as precauções necessárias. «As pessoas em relações não monogâmicas costumam dialogar com maior frequência sobre temas relacionados à sexualidade, incluindo desejos, práticas sexuais, fetiches e, de forma integral, questões de saúde íntima e sexual. Essas conversas geralmente abrangem a prevenção de doenças, a periodicidade dos exames e o acompanhamento regular de controles médicos».

«Manter-se em dia com os cuidados relacionados à saúde íntima é essencial para aproveitar a liberdade sexual de forma responsável. Nesse contexto, é fundamental minimizar os riscos por meio da realização periódica de exames. Além disso, em situações de exposição ou maior vulnerabilidade, é recomendável buscar orientação de um infectologista sobre o uso de métodos preventivos, como a PrEP (profilaxia pré-exposição) ou a PEP (profilaxia pós-exposição)», afirma a sexóloga.

A adesão ao tratamento antirretroviral (TAR) tem permitido que as pessoas que vivem com o HIV mantenham uma carga viral indetectável, o que, segundo especialistas, significa que o HIV não pode ser transmitido a outras pessoas. Isso representa um grande avanço, mas também exige que cada indivíduo se comprometa a manter seu tratamento em dia e pratique uma comunicação transparente com seus parceiros.

Outro tema relacionado ao HIV em relações não monogâmicas é o estigma social que precisa ser desconstruído. Para muitas pessoas, o diagnóstico do vírus ainda traz uma carga emocional e social significativa. No entanto, ao priorizar a saúde sexual nas conversas e tratar o HIV com mais naturalidade, essas relações podem ser vividas de forma mais aberta e sem medo de julgamentos.

«A educação e o diálogo aberto sobre prevenção, exames e tratamento são fundamentais para que a experiência sexual, monogâmica ou não, seja segura e prazerosa para todos. Em aplicativos de encontros não monogâmicos como o Gleeden, que já conta com mais de 1,2 milhões de usuários no Brasil, o espaço para falar sobre saúde sexual tem sido cada vez mais valorizado», acrescenta Silvia Rubies, Diretora de Comunicação e Marketing Latam do Gleeden.

«Além de facilitar a conexão entre pessoas com interesses semelhantes, o aplicativo promove o intercâmbio de informações sobre prevenção e cuidados, ajudando a construir uma comunidade mais responsável e saudável. A transparência sobre o estado de saúde e o compromisso com a proteção mútua contribuem para criar um ambiente de confiança, onde as pessoas podem explorar sua sexualidade com respeito e segurança», conclui a executiva.

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