28 000 PORTUGUESAS UTILIZAM A APP GLEEDEN PARA ENCONTROS NÃO MONOGÂMICOS
De acordo com dados disponibilizados pela Gleeden, a aplicação regista já 80 mil utilizadores em Portugal, dos quais 35% são mulheres e 65% são homens. Em números absolutos, existem 28 mil mulheres inscritas na plataforma, e 52 mil homens. De modo geral, os utilizadores residem sobretudo em áreas urbanas.
Presente em mais de 150 países, a Gleeden chegou recentemente a Portugal, para dar resposta a um público que procura relacionamentos não monogâmicos e ligações sem compromisso. Está disponível nas lojas de aplicativos desde a pandemia, mas só agora assumiu um posicionamento proativo no nosso país.
Silvia Rubies, responsável de Comunicação da empresa, justifica que «agora que a marca está mais consolidada, sendo a aplicação n.º1 de encontros extramatrimoniais/não monogâmicos na Europa, temos a confiança de que pode ser também um êxito em Portugal.»
52 ANOS DEPOIS: O QUE MUDOU NA INTIMIDADE DAS MULHERES PORTUGUESAS
Desde que vivemos em democracia, o perfil das mulheres portuguesas tem vindo a evoluir a diferentes níveis. No que toca à intimidade, um estudo de 2019 da Fundação Francisco Manuel dos Santos revelou que, entre as mulheres que têm companheiro (71% dos 2,7 milhões de mulheres inquiridas), a larga maioria (73%) sente‑se “Realizada” com a relação de casal, um quinto (20%) sente‑se “Enganada” e as restantes 7% “Arrependem‑se” da relação de casal.
Neste contexto, a responsável da Gleeden, Sílvia Rubies, considera que a adesão à plataforma revela que, «aos poucos, as mulheres portuguesas estão a perceber que podem tomar as rédeas da sua vida e expressar-se livremente no âmbito da sua sexualidade.»
Segundo refere, apesar de a aplicação ter uma presença recente em Portugal, «já vimos que teve um bom acolhimento em Portugal, e prevemos continuar a crescer.»
Assumindo o desejo de trazer à discussão pública a liberdade sexual feminina, a Gleeden desenvolveu a prática de realizar inquéritos e encomendar estudos comportamentais especializados. Ainda sem dados sobre a realidade portuguesa, um dos estudos mais recentes reflete o posicionamento das nossas vizinhas espanholas**.
Justamente, 53% das mulheres sentem-se «sempre culpadas» por sentir desejo, e 50% sentem receio ou vergonha de falar sobre a sua intimidade sexual. A par disso, 30% acreditam que ainda existem muitos preconceitos sociais e tabus em torno do sexo, impedindo que o tema seja abordado livremente.
