Não monogamia: Na América Latina, 60% se interessam por novos formatos de relacionamento, mas só 1 em cada 5 já experimentou

Principais dificuldades são dificuldade em estabelecer e respeitar acordos (51%), problemas de comunicação (39%) e conflitos com valores pessoais e culturais (36%)

Em um cenário de transformações sociais e maior visibilidade para diferentes formas de vínculo afetivo, uma pesquisa realizada pelo Gleeden, aplicativo número um em encontros não monogâmicos, revela que em quatro países da América Latina, 60% dos entrevistados demonstram interesse por modelos de relacionamento distintos do tradicional, mas apenas 20% já vivenciaram esse tipo de experiência.

Os dados mostram que, embora exista uma abertura crescente para novas dinâmicas afetivas, ainda há barreiras significativas, como dificuldade em estabelecer e respeitar acordos (51%), problemas de comunicação (39%) e conflitos com valores pessoais e culturais (36%). Ainda assim, 71% afirmam preferir relações baseadas em honestidade e transparência.

O estudo, realizado com 1.773 participantes no Brasil, Argentina, México e Colômbia, aponta que o interesse por outras formas de se relacionar é maior do que sua aplicação prática. Os resultados também indicam diferenças entre os países: Brasil e Colômbia apresentaram menor disposição para conversas abertas sobre o tema, enquanto Argentina e México mostraram maior adesão ao diálogo.

“A não monogamia oferece oportunidades reais de crescimento emocional, empatia e liberdade compartilhada. Para muitas pessoas, representa uma forma mais autêntica e transparente de se relacionar, na qual cada escolha é feita com intenção e consentimento”, comenta Silvia Rubies, Diretora de Marketing Latam do Gleeden.

A pesquisa ainda destacou variações entre faixas etárias. Entre os jovens com menos de 25 anos, 83% foram percebidos como mais abertos à diversidade e à experimentação relacional, enquanto 67% dos entrevistados com mais de 50 anos foram associados à busca por vínculos duradouros e estáveis, embora enfrentam mais obstáculos relacionados à aceitação e visibilidade social.

Pensando no futuro, 36% dos entrevistados acham que vai haver uma mescla com diferentes tipos de relacionamento, o que mostra que as pessoas estão mais abertas e flexíveis. Outros 23% acreditam que os jovens vão preferir ficar solteiros ou ter relações menos tradicionais, enquanto 19% falam em relações não monogâmicas, e só 14% acham que a monogamia vai continuar sendo o modelo mais comum.

 

 

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