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Mulheres que reconhecem a importância e buscam pelo prazer são muito mais felizes no sexo, revela pesquisa inédita

  • 5 junio 2024
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Encomendado pelo Gleeden, levantamento ouviu 945 pessoas do público em geral e 1.500 usuários da plataforma sobre temas como libido, a importância da satisfação na “hora h” e a relação do sexo com as outras áreas da vida das mulheres

Plataforma número 1 do mundo de encontros discretos e não-monogâmicos, o Gleeden ouviu brasileiros e brasileiras sobre um tema ainda pouco abordado e até alvo de preconceitos no país: o prazer sexual das mulheres. Entre 20 e 29 de maio, cidadãos em geral e usuários do Gleeden opinaram sobre o assunto, e o resultado foi apresentado, em primeira mão, durante o “1º Encontro sobre o Prazer Feminino”, realizado em São Paulo (SP) na última terça-feira (4 de junho).

“O objetivo desse levantamento é incentivar a discussão, colaborar para que o fato de as mulheres sentirem prazer no sexo seja naturalizado”, explica a Diretora de Comunicação e Marketing do Gleeden para a América Latina, Silvia Rúbies. “Infelizmente, o patriarcado e o machismo ainda predominam no nosso mundo, e é preciso encontrar maneiras para dizer que elas têm total direito de serem felizes também no sexo – e, mais que isso, de buscar maneiras de alcançar essa felicidade”, acrescenta.

A pesquisa

O Gleeden enviou as mesmas perguntas para dois grupos diferentes de pessoas: 945 brasileiros e brasileiras em geral (52% mulheres e 48% homens) e 1.500 usuários e usuárias da plataforma no país (70% homens e 30% mulheres). O intuito era fazer um comparativo entre as opiniões, levando em consideração o que os homens pensam sobre a sexualidade das suas parceiras e o que as mulheres pensam de sua própria sexualidade.

Um dos resultados mais relevantes apontados no levantamento é a diferença entre como as mulheres do público geral e as usuárias do Gleeden avaliam o seu desejo sexual. A grande maioria (80%) das participantes da plataforma e apenas 20% das demais brasileiras consideram a sua libido “alta”. Enquanto isso, 57% das mulheres em geral consideram a sua libido “normal” e 18% a consideram “baixa” ou “inexistente”. “Isso só confirma a ideia de que as mulheres que reconhecem e buscam pela satisfação conseguem ser mais felizes no sexo”, avalia a sexóloga do Gleeden no Brasil, Luciane Cabral.

Ao serem questionados sobre a importância do prazer nas relações sexuais para as mulheres, 84% dos homens em geral e 100% dos homens usuários do Gleeden consideram algo “muito importante”. Em contrapartida, 63% das mulheres em geral e 84% das usuárias da plataforma dizem dar tanta relevância assim para o prazer.

A pergunta seguinte era sobre como eles consideram a satisfação sexual das suas parceiras. Para 42% dos brasileiros e 60% dos usuários do Gleeden, ela é “excelente”; para 45% dos brasileiros e 30% dos usuários da plataforma, ela é “boa”; e para 8% dos brasileiros e 10% dos usuários do Gleeden, ela é “regular” ou “ruim”. Mas o que as mulheres dizem sobre a sua própria satisfação sexual? A resposta delas, digamos, é um pouco diferente: somente 30% das brasileiras e 33% das usuárias da plataforma a consideram “excelente”; 46% das brasileiras e 50% das usuárias do Gleeden a consideram “boa”; e 17% tanto das brasileiras quanto das usuárias do Gleeden a consideram “regular” ou “ruim”.

O levantamento também quis saber como, na opinião das pessoas, a satisfação sexual se relaciona com a saúde emocional das mulheres. Para 69% dos brasileiros em geral e 100% dos usuários do Gleeden, esses aspectos estão “completamente conectados”. A diferença nas respostas entre as brasileiras em geral e as usuárias da plataforma, no entanto, chama atenção mais uma vez: enquanto 100% das participantes do Gleeden dizem que o prazer sexual está “moderadamente ligado” à saúde emocional, 41% das brasileiras em geral dizem que estão “completamente conectados” e 14%, que “não há conexão alguma” – 43% delas concordam que há uma “ligação moderada” entre esses aspectos.

E como o prazer contribui no dia a dia das mulheres? Entre os brasileiros em geral, 69% respondem que ele “melhora o humor”, 63% que “melhora o nível de estresse”, 61% que “melhora a saúde mental”, 43% que “melhora o sono” e apenas 2% que “não afeta em nada”. Entre os usuários do Gleeden, 72% apontam que o prazer “melhora o humor das mulheres”, 25% que “melhora o nível de estresse” e 31% que “melhora a saúde mental”.

Já, entre as brasileiras em geral, 53% apontam que “melhora o humor”, 51% que “reduz o estresse”, 38% que “melhora a saúde mental”, 34% que “melhora o sono” e 16% que “não afeta em nada”. Para 58% das que estão no Gleeden, “afeta o humor”; para 48%, “melhora o nível de estresse”; e, para 50%, “melhora a saúde mental” – nenhuma delas aponta que “não afeta em nada”. “De modo geral, os usuários do Gleeden, especialmente as mulheres, parecem ter mais noção dos benefícios que a satisfação sexual traz a outras áreas de suas vidas – esse pode ser um dos motivos que as levam à plataforma”.

Por fim, o Gleeden questionou quais fatores restringem o desejo sexual das mulheres. E, de forma surpreendente, 50% das brasileiras em geral dizem que “não se sentem restringidas” – esse número é menor entre as usuárias da plataforma (36%). “Embora metade das mulheres da população gera diga que não vê restrição, cerca de 25% delas preferiram não responder a perguntas sobre o que fazem para aumentar seu desejo ou para conseguir um sexo melhor, mesmo que em uma pesquisa anônima. Isso aponta que ainda há um forte tabu em nossa sociedade, que restringe, que mina a busca pelo prazer”, pontua Luciane.

Como curiosidade, 16% das brasileiras e 23% das participantes do Gleeden se sentem restringidas pelos “tabus em torno do sexo”; 11% das brasileiras e 20% das usuárias da plataforma, pelo “pouco conhecimento sobre o tema”; 9% das brasileiras e 10% das usuárias do Gleeden, pelas “crenças religiosas”; e 8% das brasileiras e 12% das usuárias do Gleeden, pela “forma de pensar da sociedade”.

A pesquisa completa pode ser acessada no link: https://pressroom.gleeden.com/es/estudios/

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