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Boomers x Geração Z: pesquisa mostra como as diferentes gerações encaram a vida sexual

  • 10 abril 2025
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De acordo com o Mapa da Não Monogamia no Brasil realizado pelo Gleeden, 80% das pessoas com menos de 25 anos associam seus relacionamentos à exploração, curiosidade e abertura para a diversidade; no perfil 50+, 64% das pessoas prezam por liberdade, conexão e prazer emocional

As relações afetivo-sexuais evoluíram ao longo das décadas, influenciadas por mudanças sociais, tecnológicas e culturais. Enquanto os boomers (1946-1964) cresceram em um contexto em que o casamento e a estabilidade eram centrais, a geração Z (meados dos anos 1990-2010) valoriza mais a autonomia e a diversidade nas relações.

De acordo com o Mapa da Não Monogamia no Brasil e Comparativo com a América Latina, realizado pelo aplicativo de encontros não monogâmicos Gleeden, 80% das pessoas com menos de 25 anos associam seus relacionamentos à exploração, curiosidade e abertura para a diversidade. Já entre os maiores de 50 anos, 64% enxergam suas relações como pautadas pela liberdade, conexão e prazer emocional.

Entre os menores de 25 anos, 72% destacam a liberdade e o prazer sexual como fatores centrais, enquanto 63% reconhecem desafios relacionados à estigmatização ou invisibilização. Além disso, 61% enfatizam a importância da educação sexual e do consentimento. Para 58%, a conexão emocional e o prazer afetivo são relevantes, e 50% apontam a capacidade de adaptação a mudanças físicas e emocionais como uma característica importante.

“O avanço da tecnologia transformou radicalmente a forma como as pessoas se conhecem e interagem. Se os boomers dependiam de interações presenciais e círculos sociais mais restritos para encontrar parceiros, a geração Z tem acesso a um universo digital que amplia as possibilidades de conexão, mas também redefine as dinâmicas de intimidade e compromisso. Essas mudanças não apenas refletem as diferenças entre as gerações, mas também ilustram como os relacionamentos continuam a evoluir diante das transformações sociais”, comenta Silvia Rubies, Diretora de Marketing Latam do Gleeden.

Entre os maiores de 50 anos, 63% destacam a capacidade de adaptação a mudanças, enquanto 61% ainda enfrentam desafios relacionados à estigmatização e invisibilização. A educação sexual e o consentimento são considerados importantes por 57%, enquanto 47% mencionam a liberdade e o prazer sexual. O conservadorismo e a apatia aparecem para 38% dos entrevistados, e apenas 33% veem essa faixa etária como aberta à diversidade.

Quanto ao futuro das relações afetivo-sexuais, 32% dos entrevistados acreditam que haverá uma mistura de diferentes tipos de vínculo, enquanto 21% preveem a predominância da não monogamia. Outros 20% apostam na continuidade da monogamia tradicional como modelo dominante, e 17% apontam a crescente relevância de vínculos artificiais e independência emocional.

“As dinâmicas das relações afetivo-sexuais seguem em constante transformação, acompanhando as mudanças sociais e culturais. Diferentes gerações apresentam perspectivas variadas, mas aspectos como autonomia, conexão e adaptação permanecem centrais na construção dos vínculos, refletindo a diversidade de caminhos possíveis para o futuro das relações”, finaliza Sílvia.

*O estudo ouviu 1.773 participantes no Brasil, na Argentina, na Colômbia e no México.

 

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