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Pesquisa revela: 53% dos brasileiros já tiveram algum relacionamento não monogâmico

  • 24 março 2025
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Brasil se destaca na América Latina pela comunicação mais seletiva em relações não monogâmicas, enquanto Argentina, México e Colômbia priorizam diálogo aberto e transparente;

Para as gerações mais antigas, a liberdade emocional e adaptação são essenciais, mas o estigma e a invisibilidade ainda desafiam relações afetivo-sexuais nessa faixa etária.

O Gleeden, aplicativo líder mundial em encontros extraconjugais, acaba de realizar um estudo sobre as percepções a respeito da não monogamia no Brasil, na Argentina, na Colômbia e no México. O levantamento revela alguns fatos bastante relevantes sobre o assunto no nosso país: 53% dos brasileiros já tiveram algum tipo de relação não monogâmica; 51% consideram a não monogamia um relacionamento aberto; e 42% enxergam a não monogamia como algo positivo.

Em relação aos desafios, 89% dos participantes no Brasil dizem enfrentar pelo menos uma barreira ao se deparar com a não monogamia. Entre os principais obstáculos apontados, estão o estabelecimento de respeito e limites (41%), as questões éticas e crenças pessoais (54%) e a comunicação eficaz (38%). Esses dados mostram que, embora o conceito de não monogamia esteja sendo cada vez mais reconhecido, os brasileiros ainda se veem diante de dificuldades relacionadas à adaptação a essas novas dinâmicas.

“A não monogamia oferece uma liberdade única para explorar conexões e experiências sem os limites tradicionais da monogamia. Ela permite que cada pessoa viva seus desejos de maneira mais plena, sem as amarras de expectativas rígidas sobre o que uma relação deve ser”, comenta Silvia Rubies, Diretora de Marketing Latam do Gleeden. “Ao romper com as convenções sociais, a não monogamia desafia as ideias preconcebidas sobre o amor, mostrando que as relações humanas são multifacetadas e podem se adaptar à evolução dos sentimentos e interesses ao longo do tempo”, acrescenta.

Não monogamia na América Latina

O Brasil se destaca na pesquisa por apresentar os menores índices de prioridade à honestidade e abertura na comunicação sobre outras relações em contextos não monogâmicos. Enquanto Argentina (78%), México (76%) e Colômbia (71%) demonstram uma forte inclinação para esse tipo de diálogo transparente, o Brasil fica atrás, com 64%.

Quando a pergunta se inverte e trata da recepção de informações sobre as relações do parceiro, os números se mantêm elevados, especialmente na Argentina e na Colômbia (74%). O Brasil, por outro lado, apresenta um índice mais baixo (66%), embora ainda superior ao do México (63%).

No que diz respeito à comunicação mais seletiva, o Brasil se diferencia ao apresentar a maior adesão à estratégia de compartilhar apenas informações previamente acordadas como necessárias. Essa abordagem intermediária é escolhida por até 10% dos brasileiros, enquanto nos demais países esse percentual varia entre 0% e 3%.

Já na abordagem mais restritiva, em que a comunicação ocorre apenas quando estritamente necessária, os brasileiros (14%) estão próximos da média dos outros países, mas quando se trata de receber informações sobre o parceiro, o Brasil lidera com 20%, superando Colômbia (15%), México (17%) e Argentina (14%).

Relações afetivo-sexuais: 50 anos e o futuro das gerações

Em relação às gerações, 64% dos brasileiros com mais de 50 anos destacam que suas relações são marcadas pela liberdade e conexão emocional, com 63% acreditando que se adaptam melhor às mudanças físicas e emocionais. Além disso, 61% apontam desafios relacionados ao estigma e à invisibilidade das relações, enquanto 57% enfatizam a importância da educação sobre saúde sexual e consentimento. Já entre os entrevistados com menos de 25 anos, 80% acreditam que suas relações serão caracterizadas pela exploração, curiosidade e abertura para a diversidade, com 72% destacando a liberdade e o prazer sexual e 63% reconhecendo o estigma social como um desafio.

“Enquanto as gerações mais velhas valorizam a liberdade emocional e a adaptação às mudanças, enfrentando desafios como o estigma e a invisibilidade de suas relações, os jovens se destacam pela busca por exploração, curiosidade e abertura à diversidade, com ênfase na importância da educação sobre saúde sexual e consentimento. A evolução das relações afetivo-sexuais reflete um movimento de maior compreensão e aceitação, em que cada faixa etária traz suas próprias perspectivas sobre liberdade, prazer e os desafios da sociedade contemporânea”, ressalta Rubies.

 

*O estudo ouviu 1.773 participantes no Brasil, na Argentina, na Colômbia e no México.

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